Promessas de final de ano… Lula já fez a sua…


do blog Ciência em Dia

Do programa de rádio “Café com o Presidente”, com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva,
na Rádio Nacional deste 8 de dezembro de 2008:

Repórter: O senhor falou em compromisso. Um outro compromisso do governo é o plano sobre mudanças climáticas. O Brasil agora tem um plano sobre essas mudanças. O que significa isso, Presidente?

Presidente: Que nós estamos assumindo um compromisso muito sério, que eu penso que nenhum país do mundo assumiu. Vamos pegar, por exemplo, os países ricos do mundo, que são os maiores emissores de gases de efeito estufa, que assinaram o Protocolo de Quioto e até agora não cumpriram o Protocolo de Quioto. O nosso plano tem como objetivo fazer com que haja uma redução progressiva do desmatamento da Amazônia nos próximos dez anos. Já que o desmatamento é a principal fonte de emissão de gases de efeito estufa no Brasil, nós queremos reduzir o desmatamento. Para isso nós fizemos um plano, assumimos o compromisso. Qual é o nosso compromisso? É reduzir em 40% o desmatamento no nosso país, nos próximos anos. Esse é um compromisso público. Para isso nós vamos ter policiais para tomar conta da Amazônia. Para isso nós vamos chamar os prefeitos e os governadores dos estados, junto com o governo federal, porque também não é possível a gente controlar tudo a partir de Brasília. E nós queremos fazer esse debate sobre a questão climática com o mundo dando exemplo daquilo que o Brasil sabe fazer, pode fazer e está fazendo. Por isso eu acho que o Brasil se apresenta hoje no mundo como um dos países que têm mais competência, mais compromisso para diminuir o desmatamento na nossa Amazônia.

Pelo que temos - infelizmente- postado sobre a Amazônia durante o ano de 2008, é ver para crer.

Bom Natal e ótimo 2009 para todos.
Silvio Marchini
Edson Grandisoli

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[Folha de São Paulo corrige confusão entre Amazônia e Amazonas]

Acabamos de receber a seguinte mensagem da Folha de São Paulo:

Prezado leitor,

Obrigada pela correção. O título da notícia já foi alterado.

Também publicamos uma nota a respeito, que pode ser lida no endereço http://www1.folha.uol.com.br/folha/ambiente/ult10007u481559.shtml. Esperamos contar sempre com a sua participação e colaboração.

Atenciosamente,
Equipe Folha Online

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Folha de São Paulo confunde Amazonas com Amazônia

A confusão entre os termos “Amazônia” e “Amazonas” é comum entre os brasileiros menos informados, especialmente aqueles que vivem longe da Amazônia e mais ainda do Estado do Amazonas. Nem mesmo o jornal mais lido do país - Folha de São Paulo - escapa a esse deslize de Geografia. A matéria entitulada “Ibama prevê erradicação do desmatamento na Amazônia em cinco anos“, publicada no dia 17/12/2008, trata, na verdade, do desmatamento no Estado do Amazonas e não na Amazônia.

O Estado do Amazonas é um entre os nove estados brasileiros que abrigam o bioma amazônico, ou Amazônia. Enquanto no Estado do Amazonas o desmatamento está em queda, na Amazônia como um todo houve um aumento do desmatamento em relação ao ano passado, como informa a própria matéria.

A notícia é boa, mas não tão boa quanto sugere o seu título.

IBAMA PREVÊ ERRADICAÇÃO DO DESMATAMENTO NA AMAZÔNIA EM CINCO ANOS
da Agência Brasil, em Brasília

O índice de desmatamento no Amazonas será nulo, ou estará muito próximo disso, em 2013. A projeção foi entregue na terça-feira (16), em Manaus, pelo superintendente do Instituto Brasileiro Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no estado, Henrique Pereira, durante a divulgação do relatório anual de atividades do órgão.

“É uma projeção com base nos dados de redução de novas áreas de desmatamento. Em comparação estatística com os anos anteriores, desde 2003, projetamos os dados com a mesma tendência até chegar à taxa zero. Se a situação que temos hoje for mantida nos próximos anos, muito em breve a nossa taxa de desmatamento em floresta primária atingirá um valor próximo de zero”, disse Pereira.

De acordo com as informações apresentadas pela direção do Ibama no Amazonas, em 2008, durante a operação de fiscalização Guardiões da Amazônia, a redução do desmatamento no Amazonas foi a mais significativa para os estados da região. Em toda Amazônia, contudo, a taxa de desmatamento de 2008 foi maior que 2007. Este ano, a região teve 11.968 quilômetros quadrados de novas áreas desmatadas contra 11.532 em 2007.

Do ponto de vista da queda do desmatamento, conforme o relatório, 2008, em comparação com o ano anterior, foi melhor para os estados do Amazonas e de Rondônia, que registram queda de 315 e 550 quilômetros, respectivamente. Na outra ponta estão os estados do Mato Grosso, Roraima e Maranhão, com alta total superior a 1,3 mil quilômetros quadrados.

Segundo a direção do Ibama, apesar do Amazonas apresentar uma redução contínua dos níveis de desmatamento, o estado ainda precisa concentrar esforços para reverter o quadro do município de Novo Aripuanã.

O Ibama afirma que o acesso facilitado aos estoques florestais, aliado a uma situação de grilagem de terras no município, têm contribuído para o dado negativo no local. Em 2008, o município registrou 40,3 quilômetros quadrados de desmatamento. A maior redução foi verificada em Lábrea– no sul do estado–, que caiu de 110,74 em 2007 para 43,33 em 2008.

“Novo Aripuanã é o município que tem se revelado como o mais problemático nessa questão ambiental”, disse Pereira. “Essa é, sem dúvida, uma área que precisa de um trabalho mais intenso dos órgãos de fiscalização”, assinalou Pereira.

Em 2008, a operação Guardiões da Amazônia, que congrega a fiscalização do Ibama, PM e outros órgãos públicos, resultou em R$ 382,1 milhões em multas; embargou mais de 19,4 mil hectares de terras, e aplicou 132 autos de infração. O custo total da operação foi de R$ 1.078.463.

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Cristalino Lodge no Jornal Hoje

O Cristalino Lodge, hotel de selva onde a Escola da Amazônia realiza seus “Workshops de Desenvolvimento e Conservação”, foi o assunto de uma matéria apresentada no Jornal Hoje, da Rede Globo, no dia 12 de dezembro de 2008. O texto abaixo foi extraído da página do Jornal Hoje no site da Globo

RESERVA NO MT É PARAÍSO PARA A OBSERVAÇÃO DE AVES

Viaje conosco para um pedacinho da floresta amazônica que fica ao norte de Mato Grosso.

A aventura começa no aeroporto de Cuiabá. De avião, leva-se uma hora e gasta-se R$ 300 até perto da floresta. É preciso percorrer ainda 30 quilômetros por estrada de terra e uma hora de barco pelos rios Teles Pires e Cristalino até chegar a uma reserva particular do Patrimônio Cultural.

É uma área de 13 mil hectares no meio da floresta amazônica aberta para visitação o ano todo. A região é considerada pelos ornitólogos uma das mais ricas da Amazônia para a observação de aves.

Para avistar as aves, é preciso estar atento e ter bastante paciência, mas quando menos se espera um bando de garças brancas sobrevoa o barco. Mais adiante, encontra-se o local onde as Jacutingas se alimentam.


Fonte: www.cristalinolodge.com.br

Depois de ancorado o barco, são mais de 25 trilhas de observação. Nós seguimos a Trilha da Castanheira para tentar localizar uma outra ave típica da região, o uirapuru.

Pra facilitar a visualização, o guia Francisco de Souza usa uma técnica muito comum: captar o canto das aves e depois disparar a gravação no meio do mato. Com um pouco de insistência, o uirapuru aparece, disfarçado entre os galhos. “Ela ouve e se aproxima para defender o território”, explica Francisco. Um desfile de aves enche de cores os olhos e as lentes dos fotógrafos.


Fonte:www.cristalinolodge.com.br

Para um grupo de turistas estrangeiros o espetáculo ficou por conta das borboletas: são mais de duas mil espécies na região.

Quando bater o cansaço, nada de improviso: hotéis de selva oferecem toda a infraestrutura, com olhar sempre voltado para preservação. O sol é a fonte de energia para aquecer a água, os resíduos dos banheiros têm tratamento biológico. “Eu queria ter um negócio e ao mesmo tempo manter a floresta em pé, de uma forma que eu pudesse usar todos os elementos de sustentabilidade no meio da floresta”, diz a dona do hotel, Vitória da Riva. Diárias a partir de R$ 300 incluem todas as refeições, passeios de barco e a orientação de um guia.


Fonte:www.cristalinolodge.com.br

Antes de descansar, enfrentamos mais um desafio: subir uma torre de 500 degraus. É um dos pontos mais altos da região, a 50 metros do solo. A fotógrafa Carolina da Riva subiu com todo o equipamento necessário para registrar o por do sol. “É só verde em 360 graus, em volta não tem nenhuma clareira, não tem nada. No mínimo, emociona”, ela diz.

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Dia na Floresta: material de comunicação e apoio

O material de comunicação e apoio usado nas oficinas “Um Dia na Floresta”, da Escola da Amazônia, é resultado do talento e criatividade de Ricardo Luciano. Abaixo, alguns exemplos.


Poster para colorir e ilustrar estórias


Colorindo o poster (Foto de Edson Grandisoli)


Camisetas, distribuídas gratuitamente para alunos participantes


Adesivo, aplicado em materiais usados nas oficinas


Hora do lanche, com a marca “Um Dia na Floresta” (Foto de Edson Grandisoli)

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Escola da Amazônia leva mais crianças para conhecer a floresta

Nos meses de outubro e novembro, a Escola da Amazônia deu prosseguimento às oficinas “Uma Dia na Floresta”, levando um total de 170 alunos de escolas públicas e particulares de Alta Floresta, no Mato Grosso, para conhecer o ecossistema que dá nome ao município: a Floresta!

Foram 107 alunos de sexto e sétimo anos da Escola Estadual “Profª. Marinês Fátima de Sá Teixeira”, 45 alunos de sexto ano da Escola Municipal “Prof. Benjamim Pádoa” e 18 alunos da escola particular “Construindo o Saber”.

As atividades são realizadas em um fragmento florestal de 50 hectares do Floresta Amazônica Hotel, localizado no perímetro urbano de Alta Floresta. A área apresenta vegetação nativa de Floresta de Terra-Firme onde é possível se visitar e conhecer, além da vegetação densa, uma lagoa, clareiras, áreas alteradas e domiciliares.


Escola Construindo o Saber, 20 de novembro.


Escola Estadual Profª. Marinês Fátima de Sá Teixeira, 25 de outubro.


Escola Estadual Profª. Marinês Fátima de Sá Teixeira, 11 de outubro.

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Criação do código ambiental catarinense: uma reflexão sobre as enchentes e os deslizamentos

As imagens de morros caindo, de desespero e morte, de casas, animais e automóveis sendo tragados por lama e água, vivenciadas por centenas de milhares de pessoas no Vale do Itajaí e Litoral Norte Catarinense nos últimos dias, são distintas, e muito mais graves, das experiências de enchentes que temos na memória, de 1983 e 1984. Por que tudo aconteceu de forma tão diferente e tão trágica? Será que a culpa foi só da chuva, como citam as manchetes? Nossa intenção não é apontar culpados, mas mencionar alguns fatos para reflexão, para tentar encaminhar soluções mais sábias e duradouras, e evitar mais e maiores problemas futuros. Houve muita chuva sim. No médio vale do Itajaí ocorreu mais que o dobro da quantidade de chuva que causou a enchente de agosto de 1984. Aquela enchente foi causada por 200 mm de chuva em todo o Vale do Itajaí. Agora, em dois dias foram registrados 500 mm de precipitação, ou seja, 500 litros por metro quadrado, mas somente no Médio Vale e no Litoral.

A quantidade de chuva de fato impressiona. Segundo especialistas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), a floresta amazônica é a principal fonte de precipitações de grande parte do continente e tudo o que acontecer com ela modificará de maneira decisiva o clima no Sul e no norte da América do Sul. Assim, as inundações de Santa Catarina e a seca na Argentina seriam atribuídas à fumaça dos incêndios florestais, que altera drasticamente o mecanismo de aproveitamento do vapor d’água da floresta amazônica. Outros especialistas discordam dessa hipótese e afirmam que houve um sistema atmosférico perfeitamente possível no Litoral Catarinense. Existe uma periodicidade de anos mais secos e anos mais úmidos, com intervalo de 7 a 10 anos, e entramos no período mais úmido no ano passado. Esse mecanismo faz parte da dinâmica natural do clima. De qualquer forma, outros eventos climáticos como esse são esperados e vão acontecer.

Mas o Vale do Itajaí sabe lidar com enchentes melhor do que qualquer outra região do país. Claro que muito pode ser melhorado no gerenciamento das cheias, à medida que as prefeituras criarem estruturas de defesa civil cada vez mais capacitadas e à medida que os sistemas de monitoramento e informação forem sendo aperfeiçoados. De todos os desastres naturais, as enchentes são os mais previsíveis, e por isso mais fáceis de lidar. Os deslizamentos e as enxurradas não. Esses são praticamente imprevisíveis, e é aí que reside o real problema dessa catástrofe. É preciso compreender que chuvas intensas são parte do clima subtropical em que vivemos. E é por causa desse clima que surgiu a mata atlântica. Ela não é apenas decoração das paisagens catarinenses, tanto como as matas ciliares não existem apenas para enfeitar as margens de rios. A cobertura florestal natural das encostas, dos topos de morros, das margens de rios e córregos existe para proteger o solo da erosão provocada por chuvas, permite a alimentação dos lençóis d´água e a manutenção de nascentes e rios, e evita que a água da chuva provoque inundações rápidas (enxurradas).

A construção de habitações e estradas sem respeitar a distância de segurança dos cursos d’água acaba se voltando contra essas construções como um bumerangue, levando consigo outras infra-estruturas, como foi o caso do gasoduto. Esse é um dos componentes da tragédia. Já os deslizamentos, ou movimentos de massa, são fenômenos da dinâmica natural da Terra. Mas não é o desmatamento que os causa. A chuva em excesso acaba com as propriedades que dão resistência aos solos e mantos de alteração para permanecerem nas encostas. O grande problema de ocupar encostas é fazer cortes e morar embaixo ou acima deles. Há certas encostas que não podem ser ocupadas por moradias, principalmente as do vale do Itajaí, onde o manto de intemperismo, pouco resistente, se apresenta muito profundo e com vários planos de possíveis rupturas (deslizamento), além da grande inclinação das encostas. E é aí que começa a explicação de outra parte da tragédia que estamos vivendo. A ocupação dos solos nas cidades não tem sido feita levando em conta que estão assentadas sobre uma rocha antiga, degradada pelas intempéries, e cuja capacidade de suporte é baixa. Através dos cortes aumenta a instabilidade.

As fortes chuvas acabaram com a resistência e assim o material deslizou. A ocupação do solo é ordenada por leis municipais, os planos diretores urbanos. Esses planos diretores definem como as cidades crescem, que áreas vão ocupar e como se dá essa ocupação. Por falta de conhecimento ecológico dos poderes executivo, judiciário e legislativo (ou por não leva-lo em consideração), o código florestal tem sido desrespeitado pelos planos diretores em praticamente todo o Vale do Itajai, e também no litoral catarinense, sob a alegação de que o município é soberano para decidir, ou supondo que a mata é um enfeite desnecessário. Da mesma forma, as encostas têm sido ocupadas, cortadas e recortadas, à revelia das leis da Natureza. Trata-se de uma falta de compreensão que está alicerçada na idéia, ousada e insensata, de que os terrenos devem ser remodelados para atender aos nossos projetos, em vez de adequarmos nossos projetos aos terrenos reais e sua dinâmica natural nos quais irão se assentar. A postura não é diferente nas áreas rurais, onde a fiscalização ambiental não tem sido eficiente no controle de desmatamentos e intensidade de cultivos em locais impróprios, como mostram as denúncias frequentes veiculadas nas redes que conectam ambientalistas e gestores ambientais de toda região.

A irresponsabilidade se estende, portanto, para toda a sociedade. Deslizamentos, erosão pela chuva e ação dos rios apresentam fatores condicionantes diferentes, mas todos fazem parte da dinâmica natural. A morfologia natural do terrreno é uma conquista da natureza, que vai lapidando e moldando a paisagem na busca de um equilíbio dinâmico. Erode aqui, deposita ali e assim vai conquistando, ao longo de milhões de anos, uma estabilidade dinâmica. O que se deve fazer é conhecer sua forma de ação e procurar os cenários da paisagem onde sua atuação seja menos intensa ou não ocorra. As alterações desse modelado pelo homem foram as principais causas dos movimentos de massa que ocorreram em toda a região. Portanto, precisamos evoluir muito na forma de gestão urbana e rural e encontrar mecanismos e instrumentos que permitam a convivência entre cidade, agricultura, rios e encostas. Por isso tudo, essa catástrofe é um apelo à inteligência e à sabedoria dos novos ou reeleitos gestores municipais e ao governo estadual, que têm o desafio de conduzir seus municípios e toda Santa Catarina a uma crescente robustez aos fenômenos climáticos adversos.

Não adianta reconstruir o que foi destruído, sem considerar o equívoco do paradigma que está por trás desse modelo de ocupação. É necessário pensar soluções sustentáveis. O desafio é reduzir a vulnerabilidade. Uma estranha coincidência é que a tragédia catarinense ocorreu na semana em que a Assembléia Legislativa concluiu as audiências públicas sobre o Código Ambiental, uma lei que é o resultado da pressão de fazendeiros, fábricas de celulose, empreiteiros e outros interesses, apoiados na justa preocupação de pequenos agricultores que dispõe de pequenas extensões de terra para plantio. Entre outras propostas altamente criticadas por renomados conhecedores do direito constitucional e ambiental, a drástica redução das áreas de preservação permanente ao longo de rios, a desconsideração de áreas declivosas, topos de morro e nascentes, além da eliminação dos campos de altitude (reconhecidas paisagens de recarga de aqüíferos) das áreas protegidas, são dispositivos que aumentam a chance de ocorrência e agravam os efeitos de catástrofes como a que estamos vivendo. Alega o deputado Moacir Sopelsa que a lei ambiental precisa se ajustar à estrutura fundiária catarinense, como se essa estrutura fundiária não fosse, ela mesma, um produto de opções anteriores, que negligenciaram a sua base de sustentação. Sugerimos que os deputados visitem Luiz Alves, Pomerode, Blumenau, Brusque, só para citar alguns municípios, para aprender que a estrutura fundiária e a urbana é que precisam se ajustar à Natureza. Dela as leis são irrevogáveis e a tentativa de revogá-las ou ignorá-las custam muitas vidas e dinheiro público e privado. É hora de ter pressa em atender os milhares de flagelados. Não é hora de ter pressa em aprovar uma lei que torna o território catarinense ainda mais vulnerável para catástrofes naturais.

Prof. Dra. Beate Frank (FURB, Projeto Piava)
Prof. Dr. Antonio Fernando S. Guerra (UNIVALI)
Prof. Dra. Edna Lindaura Luiz (UNESC)
Prof. Dr. Gilberto Valente Canali (Ex-presidente da Associação Brasileira de Recursos Hídricos)
Prof. Dr. Hector Leis (UFSC)
João Guilherme Wegner da Cunha (CREA/CONSEMA)
Prof. Dr. Juarês Aumond (FURB)
Prof. Dr. Julio Cezar Refosco (FURB)
Prof. Dr. Lino Fernando Bragança Peres (UFSC)
Prof. Dra. Lúcia Sevegnani (FURB)
Prof. Dr. Luciano Florit (FURB)
Prof. Dr. Luiz Fernando P. Sales (UNIVALI)
Prof. Dr. Luiz Fernando Scheibe (UFSC)
Prof. Dr. Marcus Polette (UNIVALI)
Prof. Dra. Noemia Bohn (FURB)
Núcleo de Estudos em Serviço Social e Organização Popular - NESSOP (UFSC)
Prof. Dra. Sandra Momm Schult (FURB)
Equipe do Projeto Piava (Fundação Agência de Água do Vale do Itajaí).

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VII Workshop em Desenvolvimento e Conservação

Alunos dos Colégios Vera Cruz e Santo Américo participarão do VII Workshop em Desenvolvimento e Conservação ministrado pela Escola da Amazônia entre os dias 20 e 27 de janeiro de 2009 na cidade de Alta Floresta.

Esse é o primeiro workshop desenvolvido nesse período e, para alguns alunos que participaram do workshop de julho de 2008 - e estão voltando em janeiro -, essa é a oportunidade de desenvolver projetos comparando “duas florestas” bem diferentes; a do período seco com a do período chuvoso.

Acompanhando o grupo estarão os coordenadores da Escola da Amazônia, os biólogos Silvio Marchini e Edson Grandisoli, além do professor de Biologia Aymar Macedo Diniz Filho do Colégio Albert Sabin, o mais novo parceiro da Escola da Amazônia.

Aos que enbarcam nessa, boa viagem!!!

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Silvio Marchini fala à Radiobrás sobre Guia de Convivência Gente e Onças

Em entrevista ao vivo na manhã do dia 19 de novembro, Silvio Marchini falou à Rádio Nacional da Amazônia sobre o livro Guia de Convivência Gente e Onças.

O Guia de Convivência Gente e Onças é uma realização da Fundação Ecológica Cristalino e da Wildlife Conservation Research Unit, da Universidade de Oxford. Ele tem uma linguagem simples, agradável, colorida, que lembra mais uma revista popular de divulgação científica do que um livro técnico.

Uma das idéias que guiaram a elaboração do livro foi a de que cada mensagem relevante contida no texto tivesse uma figura correspondente comunicando a mesma mensagem, de modo que o livro pudesse ser entendido até mesmo por quem não lê. O ilustrador do livro, Ricardo Luciano, fez um excelente trabalho nesse sentido.

O Guia de Convivência Gente e Onças pode ser baixado gratuitamente na página do Projeto Conviver Gente e Onças. CLIQUE AQUI para ter acesso.

Rádio Nacional da Amazônia

Silvio foi entrevistado por Beth Begonha durante o programa Amazônia Brasileira. Foram 15 minutos de conversa sobre o Guia de Convivência Gente e Onças.

A Rádio Nacional da Amazônia é subsidiária da Radiobrás. A emissora transmite em Ondas Curtas para a região amazônica, com cobertura de mais de 50% do território nacional. Atinge, potencialmente, 60 milhões de habitantes, da região Norte, além de Maranhão, Piauí, Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás, entre outros.

CLIQUE ABAIXO para ouvir a entrevista na íntegra:

ENTREVISTA RADIOBRAS 19-11-2008.mp3

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Escola da Amazônia no livro “Ensinar é Criar Oportunidades”

O Colégio Albert Sabin, de São Paulo, lançou na última quarta-feira o livro Ensinar é Criar Oportunidades. O lançamento faz parte da comemoração dos 15 anos do colégio. O livro traz 15 exemplos de projetos inovadores e bem sucedidos de educação; a Escola da Amazônia, da Fundação Ecológica Cristalino (FEC), é um deles. O capítulo sobre a Escola da Amazônia, cujo título é Uma Ponte para a Amazônia, tem texto de Eduardo Petta e fotos de Carol da Riva.

Entre os demais projetos abordados pelo livro, destacam-se a Escola do Teatro Bolshoi de Joinville, o Ibmec de São Paulo, o Programa Educação pelo Esporte do Instituto Ayrton Senna, e a Escola Pamaáli dos índios Baniwa de São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas.

BAIXE O CAPÍTULO dedicado à Escola da Amazônia clicando no link a seguir (.pdf)

UMA PONTE PARA A AMAZÔNIA

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Demanda por recursos excede em 30% a capacidade da Terra.

A PEGADA ECOLÓGICA é uma ferramenta que mede a quantidade de terra e água que uma população humana requer para produzir os recursos que consume e para absorver seus desperdícios e resíduos.

O Living Planet Report, produzido pela WWF e pela Sociedade Zoológica de Londres, afirma que a humanidade já excedeu em 30% a capacidade do planeta de fornecer bens e serviços à civilização de forma sustentável.

Qual a sua PEGADA ECOLÓGICA e a de sua família?
Para saber, visite

PEGADA ECOLÓGICA (em inglês)

O resultado poderá te surpreender…

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Guia de Convivência Gente e Onças no Portal Globo Amazônia

LIVRO ENSINA PESSOAS A CONVIVEREM PACIFICAMENTE COM ONÇAS
Publicação traz dicas de como proteger o gado do felino.
Autor afirma que há uma cultura de caça ao animal.

Por Iberê Thenório (www.globoamazonia.com)

É possível que seres humanos e onças pintadas consigam compartilhar em paz o mesmo ambiente? O livro “Guia de convivência gente e onças”, lançado recentemente pela Fundação Ecológica Cristalino, de Mato Grosso, diz que sim. Focando pecuaristas do Pantanal e da Amazônia, a publicação dá dicas de como proteger o gado dos ataques do felino e lista uma série de motivos para que não se matem as onças pintadas.

Segundo o biólogo Sílvio Marchini, autor do livro, o desaparecimento do animal não se deve apenas à perda de seu ambiente natural, mas também a uma cultura de matar onças. “No Pantanal, por exemplo, caçar onça é uma tradição. Eles encaram isso como parte da identidade pantaneira”, afirma. “Por outro lado, na fronteira agrícola [onde começa a floresta amazônica] há uma população que veio de locais onde não existem mais onças, ou nem mesmo florestas, que muitas vezes são vistas como um obstáculo a ser vencido.”

Para muitos fazendeiros, a onça é encarada como um prejuízo à sua atividade econômica. De acordo com Marchini, nos locais onde o animal ainda é comum, os ataques do felino são responsáveis pela perda de 1 a 2% do rebanho todo ano. Por causa disso, seu livro tem uma seção especial explicando como os fazendeiros podem proteger seus bois do animal sem matá-lo.

Uma das dicas é não caçar as presas naturais das onças, como veados e porcos-do-mato. Outra recomendação é manter os bezerros e as vacas prenhes perto da sede da fazenda, evitando que eles fiquem próximos às áreas preferidas pelas onças.

Ataque a humanos

O grande medo que as pessoas sentem do felino brasileiro é exagerado, segundo o autor do livro. “Talvez tenhamos esse medo inato. Mas não temos medo dos perigos modernos, como acidentes de carro ou colesterol, que matam muito mais”, argumenta. Segundo Marchini, são raríssimos os casos em que onças atacam sem ser provocadas.

Na publicação, ricamente ilustrada, um gráfico mostra que mosquitos, cobras, abelhas e até mesmo os cães domésticos são responsáveis por muito mais mortes de pessoas ao redor do mundo do que as onças.

Coleção de argumentos

O perigo de extinção das onças pintadas se deve principalmente à grande área necessária para sua sobrevivência. No Brasil, um único macho pode demarcar uma área de até 100 quilômetros quadrados, onde não permite que outros machos entrem. Segundo o biólogo, isso faz com que reservas ou parques inteiros não sejam suficientes para abrigar uma única família de onças.

Um dos efeitos colaterais da necessidade de espaço desses animais é que eles acabam saindo de áreas protegidas, entrando em fazendas e se expondo a perigos. “As áreas dos entornos dos parques acabam sendo um sumidouro dessas espécies. Eles saem dos parques e acabam morrendo. A longo prazo, as populações desaparecem”, afirma Marchini. “Essa constatação reforça a importância de mudar a cabeças das pessoas que vivem nos entornos dos parques”, defende.

Além de motivos ecológicos – como o equilíbrio dos ecossistemas pantaneiro e amazônico –, no livro o biólogo cita razões econômicas, culturais e até mesmo emocionais para que são se matem as onças pintadas. “Pela mesma razão que tombamos edifícios históricos e abrigamos obras de arte em museus, nos sentimos apegados às onças o suficiente para preferir que elas continuem existindo”, diz trecho da publicação.

Baixe, na íntegra, o “Guia de convivência gente e onças”.

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Um Dia na Floresta

Trinta alunos do sexto ano da Escola Estadual Marinês Fátima de Sá, de Alta Floresta, participaram no dia 20 de setembro da oficina Um Dia na Floresta. As oficinas Um Dia na Floresta são uma realização da Escola da Amazônia, programa de educação para a conservação da Fundação Ecológica Cristalino.

As oficinas acontecem aos sábados, no Floresta Amazônica Hotel, e são coordenadas pelo biólogo Tiago Henicka com assistência de Viviane Solange Pereira (Vivi).


Vivi em frente ao lago do Floresta Amazônica Hotel


Alunos participantes

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Anglo American, patrocinadora do Projeto Conviver Gente e Onças, ganha prêmio ambiental

www.maxpress.com.br

A Anglo American Brasil ganhou em primeiro lugar o Prêmio Benchmarking Ambiental Brasileiro 2008, iniciativa criada para reconhecer projetos que contribuem para a difusão do conhecimento socioambiental nas empresas e instituições de todo o Brasil. Escolhido entre 90 trabalhos inscritos, o case premiado foi o “Biodiversidade Brasil: Análise e recuperação das áreas de influência da empresa e Projetos sócio-ambientais com comunidades vizinhas”, apresentado por Gilberto Barbero, especialista em Meio Ambiente da Anglo American Brasil, em cerimônia realizada em 25 de setembro, no Centro de Convenções Cadoro, em São Paulo. No ano passado, a Anglo American foi contemplada com a quarta colocação deste mesmo prêmio, com o projeto “Estudo da Biodiversidade da Mata Atlântica na Região da Serra do Mar”.

“Esta premiação é muito especial para a companhia, por ter como principal objetivo disponibilizar o conhecimento aplicado das organizações e mostrar a sustentabilidade que realmente sai do discurso”, destaca Juliana Rehfeld, gerente corporativa de Desenvolvimento Sustentável. Gilberto Barbero completa: “E esse é o caso do Grupo Anglo American, uma empresa que tem como compromisso global evitar os impactos ambientais nos ecossistemas onde está presente, por meio de diretrizes e estratégias definidas com relação à sua responsabilidade no uso da terra e no cuidado com a biodiversidade”.

A premiação foi recebida com muito orgulho por Juliana e Barbero das mãos do ambientalista Paulo Nogueira Neto, também biólogo, etnólogo e ecologista especialista em comportamento dos animais sociais, em ecossistemas terrestres e mudanças climáticas, considerado o “papa” brasileiro do meio ambiente.

Conheça o case vencedor, que integra as ações em Biodiversidade e preservação de patrimônio histórico que a Anglo American Brasil vem promovendo e/ou apoiando:

- Niquelândia: Entre as mais recentes novidades que envolvem o cuidado com a biodiversidade por parte da Anglo American Brasil está a descoberta científica de morcegos inéditos na região de Niquelândia. Uma parceria com a UFG prevê que a empresa ofereça incentivos, como recursos e acesso às suas áreas, bolsas de pesquisa, recursos para aquisição de equipamentos e materiais de consumo. Durante o trabalho de campo, mais de 15 pesquisadores participaram dos estudos que identificaram 113 espécies de plantas, 250 espécies de invertebrados, 29 de anfíbios, 12 de lagartos, 18 de serpentes, 156 de aves, 19 espécies de morcegos e 18 de mamíferos não-voadores. Foram encontradas algumas espécies ameaçadas de extinção, como os pássaros Mutum-de-penacho, Udu-de-coroa-azul e Pica-pau-da-copa, o morcego Lonchophylla dekeyseri, a jaguatirica, o tamanduá-bandeira e a onça-parda. Além disso, foi a primeira vez que se registrou a presença da espécie Artibeus concolor na região Centro-Oeste.

- Barro Alto (GO): O estudo da biodiversidade começou com o Estudo de Impacto Ambiental, elaborado em 2000, durante o estudo de viabilidade do Projeto Barro Alto. O monitoramento biológico, que inclui mamíferos, aves, anfíbios, répteis e peixes, foi proposto buscando a adoção de medidas viáveis de mitigação de impactos. Como resultado, as principais ações para os próximos anos serão a educação dos motoristas a respeito de animais silvestres nas estradas, maior atenção aos rios e nascentes com monitoramento da pesca, cuidados para evitar acidentes com serpentes peçonhentas, estudos de flora para verificar se há diferenças na composição das espécies de áreas que apresentam viabilidade econômica para extração de minério, proibição de entrada de caçadores e cães nas áreas de preservação, e conscientização da comunidade vizinha sobre a importância da preservação da biodiversidade.

- Catalão (GO): estudo semelhante ao de Niquelândia, realizado pela empresa especializada Neotropica Tecnologia Ambienttal Ltda, fez o levantamento florístico e inventariou 529 espécies da flora em uma área de raio de 50 km do complexo da empresa. Já a pesquisa de fauna, identificou invertebrados de oito classes diferentes, 27 espécies de anfíbios, 29 de répteis, 206 aves de 53 famílias e 39 espécies de mamíferos. Foram localizados diversos animais ameaçados de extinção, como o lagarto iguana, o teiú, o perdiz, o gavião amarelo, o veado-mateiro e a paca.

- Cubatão (SP): A Anglo American implantou e vem operando o sistema de viveiros de mudas nativas, cuja finalidade é a de se obter mudas que serão plantadas em áreas que apresentem descontinuidade ou enfraquecidas. Aliado a isso, a empresa vem desenvolvendo trabalhos de continuidade de monitoramento da flora e da fauna, com a implantação de micro chips e anilhas em algumas espécies de animais, previamente selecionadas para observar comportamento, permitindo-se assim a tomada de ações para melhorar a atração dos animais e propiciando condições favoráveis de reprodução e perpetuação das espécies locais. Aliado a essas ações, a Anglo está preparando-se para implantar dentro de pouco tempo, módulos de capacitação de pessoas da comunidade para trabalharem no viveiro de mudas por intermédio da realização de treinamentos teóricos e práticos, visando desenvolver condições de sustentabilidade e de empreendorismo para as comunidades de Cubatão. Este projeto é resultado do Estudo da Biodiversidade da Mata Atlântica na Região da Serra do Mar.

Para os próximos anos, a companhia pretende focar seus esforços no licenciamento e instalação do Criadouro Conservacionista e Área de Soltura para animais silvestres, cuja finalidade é o de enriquecimento da fauna local, através do estímulo natural de atração e reprodução das espécies, além do trabalho conjunto com a Polícia Militar Ambiental, para a aceitação de animais capturados ilegalmente e, que poderão ser reintegrados naquele Bioma, após passarem por triagem nas dependências daquele Criadouro.

- Amazônia: A Anglo American ainda apóia o projeto Conviver Gente & Onças, planejado para abordar os conflitos entre onças e seres humanos na Amazônia, no pantanal e na região da Mata Atlântica. O projeto desenvolve, em cooperação com o Projeto Escola da Amazônia, campanhas de educação e comunicação para melhorar a relação entre gente e onças.

- Preservação do patrimônio arqueológico: Com o intuito de preservar os importantes vestígios arqueológicos, a Anglo American desenvolve, em parceria com a Universidade de Lavras, a municipalidade de Barro Alto (GO) e a DUO Projetos e Consultoria, o Programa de Preservação e Educação Patrimonial. A iniciativa, além de preservar o patrimônio, envolve uma campanha direcionada aos empregados e à comunidade. No caso dos vestígios encontrados nas instalações da Anglo American, como sítios cerâmicos e peças líticas (artefatos de pedra lascada ou polida), os itens foram catalogados e guardados na reserva técnica do Museu Bi Moreira da Universidade Federal de Lavras.

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Cristalino Jungle Lodge ganha o World Savers Award 2008


Do site www.outravisao.com.br

O Hotel de selva Cristalino Jungle Lodge (www.cristalinolodge.com.br), em Alta Floresta, no Estado de Mato Grosso, foi o único empreendimento da América do Sul vencedor do prêmio World Savers Award de 2008 conduzido pela revista Condé Nast Traveler, um dos mais importantes meios de comunicação de turismo dos Estados Unidos. Foram selecionadas empresas ao redor do mundo com liderança em cinco áreas principais: redução da pobreza, preservação ambiental/cultural, educação, conservação da vida selvagem e saúde.

“O Condé Nast Traveler World Savers Awards reconhece empresas que estão dando um passo adiante para o desafio de preservar nosso mundo,” disse a editora e chefe Klara Glowczewska. “Os finalistas deste ano delimitam padrões em responsabilidade social que esperamos que sejam vistos como modelos por toda a indústria do turismo.”

“Estamos honrados pelo reconhecimento da Condé Nast Traveler pelo trabalho de conservação que desenvolvemos na região. Esperamos continuar com nosso trabalho e contribuir ainda mais com a preservação, a educação ambiental e valores de integração e respeito entre os seres humanos. Todos devemos fazer a nossa parte,” disse Vitória Da Riva Carvalho, proprietária do Cristalino Jungle Lodge.

Localizado no sul da Amazônia, o Hotel de Selva Cristalino oferece atividades de ecoturismo desde 1992, com programas para pessoas apaixonadas pelo meio ambiente, incluindo observadores de aves e borboletas, ecoturistas e apreciadores de rapel e canoagem. O lodge tornou-se um ícone para aqueles interessados em fauna e flora da Amazônia. Juntamente com essas atividades, o lodge desenvolve um extenso trabalho de preservação, educação e pesquisa. Este reconhecimento da Condé Nast Traveler é uma honra em virtude do extenso trabalho desenvolvido ao longo desses anos.
Preservação e Sustentabilidade

O Hotel de Selva Cristalino, juntamente com a Fundação Ecológica Cristalino (FEC) realiza diversos esforços visando a sustentabilidade, entre eles:

- Preservação de 7.000 hectares de floresta nativa primária através da primeira Reserva Particular do Patrimônio Nacional (RPPN) da Amazônia matogrossense;
- Suporte à projetos educacionais objetivando sensibilizar os participantes em temas de educação ambiental. O projeto Escola da Amazônia realizado em parceria do lodge com Sílvio Marchini e Edson Grandisoli se tornou um modelo para educação sustentável e recebeu o prêmio Whitley Award em 2007 do Whitley Fund for Nature;

- Desenvolvimento de pesquisa e produção de conhecimento. O projeto Flora Cristalino, tem como foco o estudo das florestas na região do Cristalino e já identificou mais de 700 espécies da flora amazônica, três delas ainda desconhecidas pela ciência. A pesquisa está em andamento e tem como parceiro o Jardim Botânico de Kew, no Reino Unido.
- Apoio a outros proprietários de terras para a criação de novas reservas através do Programa RPPN.

O lodge também tem uma séria abordagem com o desenvolvimento de turismo de mínimo impacto:
- Compostagem de todo material orgânico;
- Reciclagem de todo material inorgânico.
- Aquecimento Solar para todas as acomodações;
- Tratamento de efluentes de água cinza através de sistema orgânico;
- Tratamento de efluentes de água negra através de bacia de evapo-transpiração;
- Gerador hidrocinético produzindo uma pequena quantidade de energia através do rio (este sistema funciona em conjunto com gerador regular);
- Construções inteligentes com janelas panorâmicas e escapes de ar no forro, garantindo uma melhor ventilação nos bangalôs;
- Técnicas de construção de baixo impacto;
- Uso das trilhas respeitando a sua capacidade de carga e sempre com um limite máximo de 8 turistas por guia.

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