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Archive for July, 2009

Escritora inglesa Paula Marris e crianças de Alta Floresta terminam livro “A Última Castanheira”

O livro foi escrito com a ajuda das crianças do Colégio Jean Piaget, tem ilustrações da própria Paula Marris e texto em português ainda por ser polido.

O livro, cujo título em português é “A Última Castanheira”, já pode ser visto no site de Paula. CLIQUE AQUI para acessar diretamento o livro.

Para saber mais sobre o trabalho de Paula Marris em Alta Floreste, visite seu site: Small Steps, Big Ideas.

O trabalho de Paula Marris em Alta Floresta foi apoiado pela Fundação Ecológica Cristalino (FEC)

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Colégio Bandeirantes e Escola da Amazônia: uma parceria de sucesso

O Colégio Bandeirantes foi o primeiro a abrir as portas para a Escola da Amazônia.

Em 2003, o primeiro workshop contou com nada menos que 42 estudantes da escola e, desde então, a parceria entre o Band e a Escola da Amazônia só se fortaleceu.

Nessa semana, o VIII workshop ganhou destaque na home da escola (www.colband.com.br) e uma bela matéria no blog do Departamento Cultural (http://cultural.colband.blog.br/)

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Gostaríamos de agradecer ao colégio pelo apoio e incentivo por todos esses anos (e pelos que ainda virão).

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Viagem alia estudo e vivência na Amazônia

Blog do Departamento Cultural do Colégio Bandeirantes, São Paulo
Publicado em 28 de julho de 2009

Alta Floresta (MT) nasceu com o objetivo de integrar a região ainda desocupada ao território nacional, no que ficou conhecido como o movimento de “integrar para não integrar”. Com o passar do tempo a cidade foi crescendo e em 1979 ganhou esse nome, que foi o escolhido em um concurso entre escolas de Cuiabá.

A cidade é vista por muitos como uma das vilãs da devastação, mas essa idéia aos pouco foi se transformando para os participantes da Escola da Amazônia (programa da Fundação Ecológica Cristalino), que tem como objetivo a preservação da floresta através da educação ambiental.

Uma turma de alunos do Band, junto dos coordenadores da Escola da Amazônia Edson Grandisoli e Silvio Marchini, da professora Rosiani Telles e do Coordenador do Departamento Cultural, Emerson Pereira, viajaram em julho para o Mato Grosso a fim de conhecer melhor a floresta e seu ecossistema.

“O Band foi a primeira escola a abrir as portas para a Escola da Amazônia - isso já há 7 anos - e é a escola que, sem dúvida, mais apoia nossas atividades”, contou Edson Grandisoli, que também é professor de Biologia do Bandeirantes.

“O Colégio participa dos chamados “Workshops sobre Desenvolvimento Socioeconômico e Conservação da Biodiversidade”. Podem fazer parte dessas atividades todos os alunos do Ensino Médio que tiverem o desejo de conhecer a Amazônia dentro de um formato academico e divertido”, concluiu.

“No primeiro dia do workshop, conversamos com a Irene Duarte, Secretária do Meio Ambiente da cidade, que nos contou que houve uma redução de 92% nas queimadas e desmatamentos da região, entre 2004 e 2008”, contou Alice Dias, ex-aluna do Band, formada em 2007.

Após dois dias de viagem, o grupo chegou a um hotel localizado no meio da floresta amazônica ainda preservada. “Conversamos com pessoas que moram ali e estão o tempo inteiro vivenciando a natureza”, relatou Rodrigo Reis, aluno do primeiro ano do Colégio.

O grupo realizou pesquisas e outras atividades envolvendo os elementos do meio ambiente (pecuária,madeireira, piscicultura, artesanato,produtores de castanha). “A viagem superou muito as minhas expectativas pelas atividades realizadas, como entrevistas com pessoas que trabalham em diferentes atividades econômicas da região, observação de animais na floresta e a realização de uma pesquisa científica ao final da viagem”, explicou Alice.

Em meio a todas as tarefas propostas, pesquisas e trilhas, os estudantes também foram a uma torre de observação de mais de cinqüenta metros, que lhes permitiu ter uma visão mais ampla da floresta, além de um céu estrelado, impossível de ser visto na cidade de São Paulo devido à poluição.

Todas as impressões obtidas pelos viajantes foram registradas em um blog com formato de diário de bordo. “Foi bem trabalhoso fazer os textos enquanto estávamos lá, mas é uma lembrança diferente do que fizemos durante a viagem”, comentou a aluna Stephanie Kestelman, do primeiro ano.

O próximo workshop vai acontecer entre os dias 13 e 20 de janeiro de 2010.

Os alunos que já estiverem interessados podem mandar um e-mail para edson@escoladaamazonia.org.

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Escritora inglesa Paula Marris desenvolve livro com crianças de Alta Floresta

A escritora inglesa Paula Marris está em Alta Floresta para escrever, com a ajuda dos alunos do Colégio Jean Piaget, um livro ilustrado sobre “A última árvore”.

O dia-a-dia de Paula em Alta Floresta pode ser acompanhado em seu website e em seu blog.


Paula em ação com alunos do Colégio Jean Piaget.

O trabalho de Paula no Brasil é apoiado pela Fundação Ecológica Cristalino (FEC).

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O besouro é nosso.


Titanus gigantus

Folha de São Paulo
27/07/2009

Marina Silva

LI, NA SEMANA passada, duas notícias que contam como nossas riquezas naturais continuam sendo ignoradas por nós e apropriadas por outras nações. A primeira dizia que em março o Museu de História Natural de Genebra divulgou sua nova aquisição: o Titanus gigantus, o maior inseto do mundo, conhecido como besouro gigante da Amazônia.
Seu tamanho impressiona -é maior que a mão de um adulto- e certamente fará sucesso entre os visitantes. De acordo com o museu, acredite-se ou não, o besouro teria “viajado por engano na mala de um turista suíço”. Assustado, ele teria chamado uma empresa de dedetização, que encaminhou o espécime ao museu.

Outro besouro brasileiro também vem fazendo sucesso, nos Estados Unidos. Pesquisadores da Universidade de Utah acreditam ter encontrado o cristal fotônico ideal na carapaça do besouro Lamprocyphus augustus. Esse cristal é essencial para a construção de circuitos eletrônicos que manipulem dados por meio de luz (fótons), em vez de cargas elétricas (elétrons).


Lamprocyphus augustus

E o curioso é que os cientistas americanos não tiveram trabalho para conseguir o inseto brasileiro. Encomendaram-no a um vendedor da Bélgica, pela internet. Não duvido que, apenas com a tecnologia decorrente das pesquisas com este único besouro, os americanos produzam mais riqueza do que todo o valor anual da exploração ilegal de madeira, da soja e do gado na Amazônia.

Temos a maior porção da maior floresta tropical do planeta. É um tesouro em biodiversidade que precisa ser cuidado e explorado pelo Brasil. Em 2006, o Tribunal de Contas da União (TCU) apontou a falta de controle nas fronteiras como razão da perda anual de US$ 2,4 bilhões, com a saída de animais e plantas que acabam por gerar produtos patenteados no exterior. São muitas as ameaças à biodiversidade brasileira: biopirataria, aquecimento global, desmatamento, tráfico de animais, superexploração de espécies. E a mais terrível parece ser a nossa inoperância diante disso tudo.

Em 1994, o Brasil ratificou a Convenção da Biodiversidade Biológica. Em 1995, apresentei proposta no Senado para disciplinar o acesso aos recursos genéticos no país. O projeto (PL 4.842) foi à Camara dos Deputados em 1998 e lá está até hoje. Outra tentativa foi feita em 2003, por meio do Ministério do Meio Ambiente.
Nova proposta foi negociada por mais de cinco anos, com todos os setores interessados. Novamente deu em nada. Continuamos sem regras. E todo o conhecimento gerado pela biodiversidade continuará sendo apropriado por quem chegar primeiro, sem gerar dividendos para o país.

Para saber mais, clique aqui.

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Quando Cai a Noite…

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Já está circulando (ou melhor, voando) em todas as aeronaves TAM a Revista TAM kids de número 9, que comemora um ano e meio de parceria entre a FEC / Escola da Amazônia e a companhia aérea TAM.

Nesse número, a FEC / Escola da Amazônia mostram um pouco sobre quem são, como são e como vivem diferentes espécies de animais de hábitos noturnos da Floresta Amazônica.

Para ler a reportagem “Quando cai a noite”, clique aqui.

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Universitários da França e da Universidade de São Paulo participam da Escola da Amazônia


Parte do grupo Franco-brasileiro em visita à Castanheira

A expedição científico-acadêmica de estudantes franceses e brasileiros no Mato Grosso escolheu a Escola da Amazônia para tratar do tema “Biodiversidade na Amazônia”.

A expedição faz parte da programação do Ano da França no Brasil e tem a participação da Universidade de São Paulo (USP) e Universidade de Rennes-2, da cidade de Rennes na França. São 40 universitários dos cursos de Gestão Ambiental e Geografia que estão conhecendo o Mato Grosso por meio de visitas técnicas, seminários e projetos de pesquisas, cujas temáticas são as dinâmicas agrícolas e seus impactos ambientais. A expedição teve início em São Paulo no dia 2 de julho e deverá terminar no próximo dia 28.

Nos dias 14, 15 e 16 de julho, o grupo esteve no Cristalino Jungle Lodge, onde foi recebido pela equipe da Escola da Amazônia. O tema “Biodiversidade na Amazônia” foi abordado em palestras e atividades práticas, que envolveram amostragens de plantas e animais, tanto durante o dia quanto à noite. Uma discussão sobre o conceito de biodiversidade e suas aplicações em conservação serviu de encerramento para as atividades na floresta.

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Crianças de Alta Floresta ajudam escritora inglesa a escrever livro sobre desmatamento

A escritora inglesa Paula Marris está em Alta Floresta para escrever, com ajuda das crianças altaflorestenses, um livro sobre o desmatamento na Amazônia.

Paula recebeu apoio financeiro da Winston Churchill Memorial Trust para escrever livros que sensibilizem as crianças sobre os problemas ambientais em cinco continentes: Américas, África, Ásia, Oceania e Europa.

Depois da visita à Amazônia, Paula irá ao Bornéo para escrever sobre orangotangos, às Ilhas Maldivas para escrever sobre o aumento no nível dos oceanos, e à Austrália para escrever sobre a descoloração dos corais. Na sua terra natal, Inglaterra, o tema será a mudança climática global.

Em Alta Floresta, crianças de 5 a 8 anos de idade do Colégio Jean Piaget estão participando de estrevistas e oficinas de teatro e desenho e, dessa forma, ajudando Paula a escrever e ilustrar o livro sobre desmatamento, cujo título é “A última árvore”.

Para mais informação sobre o trabalho de Paula Marris, visite seu website: Small Steps, Big Ideas.

O trabalho de Paula no Brasil tem apoio da Fundação Ecológica Cristalino, por meio de seu programa de educação para a conservação - a Escola da Amazônia.

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VIII Workshop de Conservação - Diário de Bordo - Sétimo e Oitavo Dias

Durante toda a manhã do sétimo dia de workshop, tivemos a oportunidade de discutir sobre como nossas vidas, mesmo morando em São Paulo, possui ligação com a Amazônia.

A compreensão profunda do conceito de “sustentabilidade”, e como todos nós podemos e devemos buscá-la, norteou a discussão.

O consumo desenfreado, a produção de resíduos e a indiferença da grande maioria da população contribuem diretamente para a destruição da floresta e de muitos outros biomas brasileiros.

A reflexão e a auto-avaliação sobre nossas atitudes e comportamentos – agora e no futuro - tomou conta do grupo e acreditamos que a mensagem tenha sido dada.

Durante a tarde aproveitamos para nos despedir da RPPN do Cristalino indo visitar a Trilha da Castanheira, onde firmamos nossos laços de compromisso com a Amazônia por meio de um grande abraço à secular castanheira.


O grupo na Castanheira.

No dia seguinte, já de volta à cidade, nos despedimos de Alta Floresta e da Amazônia levando conosco a emoção e orgulho de poder conhecer e compreender melhor a importância do maior patrimônio natural da humanidade.

Agradecemos a todos os alunos e professores que dividiram conosco esses oito dias.
Um grande abraço a todos,

Silvio Marchini & Edson Grandisoli
Coordenadores da Escola da Amazônia

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VIII Workshop de Conservação - Diário de Bordo - Sexto Dia

Dia cheio.

Hoje botamos em prática em plena floresta todos os projetos que criamos no dia anterior.

Apesar de bastante variados e criativos, todos os projetos de pesquisa lidaram com animais, mais especificamente borboletas, aracnídeos, gafanhotos e aves.

Os títulos dos projetos desenvolvidos foram:

“Tamanho, densidade e diversidade de aracnídeos em dois períodos: dia e noite”

“Diferença entre a variedade de borboletas no saleiro e no barranco”

“Variação do tamanho dos gafanhotos nos períodos diurno e noturno”

“Número de espécies de aves em relação à distância do Rio Cristalino em diferentes períodos do dia”


Borboletas na beira do Rio Cristalino.

Após a coleta dos dados no campo todos tivemos um merecido almoço e dedicamos nossa tarde à elaboração de um paper (dentro dos moldes propostos pelas grandes revistas científicas) e um pôster, que foi apresentado para nossos colegas e muitos turistas que se interessaram pelo assunto.

As discussões foram produtivas e pudemos perceber “construir conhecimento” não é uma tarefa simples e que exige muita dedicação e disciplina.

Mônica Amaral - Escola Vera Cruz

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VIII Workshop de Conservação - Diário de Bordo - Quinto Dia

Acordamos, como de costume, bem cedo e, logo após tomarmos café, tivemos uma aula sobre método científico. depois recebemos intrucoes para iniciar o projeto de pesquisa e fomos divididos em grupos. Cada grupo fez uma proposta de projeto de pesquisa sendo uma sobre aves, uma sobre aranhas , outra sobre borboleta e a ultima sobre gafanhotos.

Logo pela tarde, alguns grupos já iniciaram suas experimantacoes, enquanto outros tiveram a tarde livre. Mais tarde, pegamos um barco para irmos ao mirante assistir o por-do-sol. Ao contrário de vista da torre, do mirante vê-se uma paisagem mais selvagem (fomos sortudos o suficiente para avistar um par de araras e um pequeno beija-flor, bem de perto).


Pôr-do-sol no mirante.

Voltamos e, apos o jantar, alguns grupos foram à floresta para a experimentacão e outros ficaram no Lodge redigindo as propostas de pesquisa.

Os grupos retornaram da caminhada noturna por volta de meia-noite e todos foram dormir.

Isadora Palma – Escola Vera Cruz.
Stephanie Kestelman – Colégio Bandeirantes.

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VIII Workshop de Conservação - Diário de Bordo - Quarto Dia

Como de cotume começamos às 7:00 da manhã. Logo após o café, recebemos o briefing, em que, divididos em quatro grupos, tivemos que procurar diferente espécies de animais: aracnídeos e outros invertebrados; insetos; répteis, mamíferos e anfíbios e aves.


Aranha vista na caminhada noturna.

Antes da primeira etapa da atividade, seguimos por uma trilha até o saleiro fazendo uma “caminhada solitária” na qual andávamos sozinhos e em silêncio escutando e sentindo a floresta cada um do seu jeito. Já no saleiro, encontramos e analisamos diferentes pegadas de ungulados como antas, veados e porcos do mato. Fizemos moldes de gesso de duas pegadas diferentes e instalamos, no local, uma armadilha fotográfica ativada por um sensor de movimento. Feito isso, cada grupos seguiu por um caminho com seus respectivos objetivos.

Alguns dos grupos viram e ouviram porcos do mato nas proximidades e o grupo das aves, em especial, teve a sorte de avistar um veado e filmar um macaco-prego tentando quebrar um ouriço. Essa primeira etapa durou aproximadamente 45 minutos e, ao chegarmos, o almoço já estava servido.

Depois da refeição, seguimos para outra atividade. Fomos divididos, desta vez, em dois grupos para coletarmos, ao longo da floresta, diferentes espécies de flores, frutos e sementes com intuito de avaliar a diversidade, a distribuição e os recursos diponíveis para os animais. Cada grupo e retornou e avaliamos a flora coletada pelos grupos. Tivemos um intervalo livre, quando fomos ao deck e alguns tomaram banho de rio. O jantar foi especial.

Alguns dos hóspedes iriam embora no dia seguinte, assim, a refeição foi feita num clima de despedida. A entrada foi caldo de piranha e o prato principal era (completa ai o nome do peixe que a gente esqueceu) assado na fogueira, acompanhado de uma mesa de salada, legumes e arroz. Todos satisfeitos, continuamos com o árduo trabalho.

A segunda etapa da primeira atividade consistiu no mesmo objetivo que a primeira, no entando, à luz da lua. Dessa vez quem deu sorte foi o grupo dos aracnídeos, pois observaram uma armadeira enorme e diversos amblipígios tão grandes quanto. A atividade demorou o mesmo tempo que a primeira e ao retornarmos, nós alunos, nos reunimo no deck para passar o tempo. Conversamos e tocamos violão e, à 1:00, cansados, nos dirigimos aos nossos aposentos para descansarmos e nos preparar para o próximo dia.

Gabriel Bittar - Escola Vera Cruz
Rodrigo Reis - Colégio Bandeirantes

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VIII Workshop de Conservação - Diário de Bordo - Terceiro Dia

Após o dia cansativo que tivemos ontem, acrodamos cedo para mudar de hotel: iríamos ao hotel de selva Cristalino Jungle Lodge. Parte do trajeto fizemos de ônibus, parte de voadeira, um tipo de barco a motor. De dentro do barco pudemos observar a mata ciliar e até mesmo alguns animais, como o pássaro mãe-da-lua.


Subindo o Rio Cristalino.

Ao chegar no hotel, recebemos algumas orientações e fomos conhecer os quartos. Depois de instalados, nos reunimos na biblioteca do hotel para dar início à nossa primeira atividade aqui no hotel: uma curta caminhada na qual analisamos a biodiversidade da floresta por meio do uso de quadrantes e transceptos utilizando apenas barbantes. Discutimos os resultados obtidos e logo fomos almoçar.

Hoje, diferentemente dos dias anteriores, tivemos uma tarde livre, a qual aproveitamos para nadar no rio Cristalino e descansar no deck do hotel.


Relax no Rio Cristalino.

A seguir voltamos aos quartos para nos vestirmos para a caminhada até a torre de observação, onde assistimos ao pôr-do-sol e observamos as estrelas. Tal torre apresenta 50.4m de altura, sendo que o seu último patamar fica acima da copa das árvores, o que nos propiciou uma vista magnífica tanto da floresta, como do céu. Os únicos pontos ruins foram a subida e a descida (são quase 250 degraus), e um grupo de marimbondos que conseguiram deixar um pedaco de si em dois de nossos amigos. Na volta da trilha, observamos um pouco da fauna noturna.


Fim-de-tarde na torre de observação.

Depois de jantar, aprendemos sobre as Unidades de Conservação e fizemos uma pequena atividade sobre a criação das mesmas, na qual descobrimos que tal tarefa não é tão fácil quanto parece.

Com o fim da nossa atividade, a luzes do hotel de apagaram, uma vez que o gerador apenas funciona durante um determinado período de tempo, e fomos todos dormir.

Gabriela Brosco – 2º ano - Colégio Bandeirantes
Stephanie Kestelman – 1º ano - Colégio Bandeirantes

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VIII Workshop de Conservação - Diário de Bordo - Segundo Dia

Hoje foi um dia bem cheio e cansativo, mas valeu muito a pena! Fizemos várias entrevistas com pessoas de atividades econômicas diversas na região. Começamos com o Sr. João Piva e sua mulher Maria, que são artesãos que trabalham com fibra de açaí e de patauá, o que torna seu trabalho muito interessante porque o impacto ambiental é mínimo. D. Maria nos ensinou a fazer um porta guardanapo de fibra de patauá que parace fácil, mas encontramos muitas dificuldades…


Visita aos artesãos Piva e Dona Maria.

Depois fomos para a chácara Esteio, onde conhecemos o Sr. Ércio, um senhor muito simpático! Ele é um policultor que nos ensinou várias coisas sobre psicultura e depois ofereceu um delicioso almoço preparado por sua mulher. Seguimos, então para um lugar onde há extração e venda de castanha-do- Pará. Lá tivemos a oportunidade de conhecer todo o processo de produção da castanha, com exceção da parte de temperos, que incrivelmente existem vários sabores como: cebola, alho, torrada com sal, pimenta, orégano e chocolate!


Almoção no Seu Ércio.

Após visitar a castanheira, encaminhamo-nos para uma madeireira, mas infelizmente o senhor Marcelo, que iria nos receber, não estava, então o seu cunhado o fez. A visita foi bem rápido por conta disso. Voltamos para o hotel e lá ouvimos o senhor Argil que trabalha na área da pecuária. Quando a entrevista acabou, jantamos e nos encaminhamos para uma escola, onde fizemos uma atividade com os alunos do segundo ano ,que consistia na reflexão sobre as ameaças à biodiversidade e elaboração de soluções para as mesmas. Foi uma interação muito boa e divertida! Mas, infelizmente, esta visita também foi curta ou pelo menos aparentou ser.


Na madeireira Madetorres.

À noite, fomos fazer uma visita muito especial à Escola Estadual Rural Mundo Novo. Lá pudemos conversar com os alunos do Ensino Médio e saber de como é o dia-a-dia deles em casa e na escola.
Além disso, fizemos uma atividade em grupo sobre biodiversidade, suas ameaças e soluções.
Ficamos impressionados com o conhecimento dos alunos da região.
A visita foi uma verdadeira lição de vida.


Visita à Escola Rural Mundo Novo.

Ao final do dia foi possível afirmar com toda a certeza de que o que mais nos chamou a atenção foi a simpatia das pessoas! Todas, sem exeção, eram muito acolhedoras, principalmente o senhor Ércio e sua família! E apesar de muito dinâmico, o dia foi sem sombra de dúvida muito especial !

Catarina Shimoishi - Colégio Bandeirantes
Stella Eun - Colégio Santo Américo

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VIII Workshop de Conservação - Diário de Bordo - Primeiro Dia

Começamos nossa viagem logo de manhã, ao nos encontrarmos no aeroporto de Guarulhos. Rapidamente conhecemos uns aos outros e, a partir daí, embarcamos e reembarcamos diversas vezes, passando por Brasília, Cuiabá, Sinop e, finalmente, chegando à Alta Floresta.

Depois de almoçarmos no Floresta Amazônica Hotel, onde ficaremos por dois dias, fomos para a Prefeitura Municipal de Alta Floresta. A secretária do meio ambiente Irene Duarte, pedagoga, nos apresentou os desafios que ela e sua equipe vêm enfrentando e, ainda, as novas alternativas buscadas para atingir um equilíbrio ecológico. Seu principal métoto é utilizar a educação ambiental, tanto em escolas, como com profissionais de diversos ramos, para inserir na mentalidade da população a ideia de sustentabilidade.


Grupo em visita à Secretaria de Meio Ambiente do Município de Alta Floresta, Mato Grosso.

Um dado interessante levantado é que, apesar de a Alta Floresta ser uma cidade que nas últimas décadas desmatou muito da Amazônia, ela vem apresentando bons resultados: de 2004 a 2008 houve uma redução de 92% nas queimadas e desmatamentos da região. Irene apresentou ainda como novo objetivo, a recuperação de nascentes já degradadas (mais de 4.000), ao proporcionar seu isolamento adequado.


Grupo na porta da prefeitura de Alta Floresta.

Na volta para o hotel, nos deparamos com uma quantidade inacreditável de garças brancas. Ficamos impressionados com sua beleza, mas, ao mesmo tempo, fomos alertados que, infelizmente, em um ambiente tão degradado como o em que elas se encontravam, uma cena daquelas provavelmente representa um desequilíbrio ecológico.


Entardecer em Alta Floresta

Ao fim do dia, Vitória da Riva, fundadora do Projeto Cristalino e insipiradora de novos projetos sócio-ambientais na região, nos contou um pouco da sua história. Sendo filha do fundador da cidade de Alta Floresta, ela sentiu-se encorajada a introduzir o ecoturismo no Mato Grosso, sendo uma das pioneiras nesse ramo no Brasil. O ecoturismo caracteriza-se por ser um negócio que, ao mesmo tempo, preserva a floresta, investe na comunidade (por meio da capacitação) e incentiva o turismo local.

Em seguida, Renato, diretor da Fundação Ecológica do Cristalino, nos contou sobre a importância da pesquisa, da educação e da comunicação quando se trata de meio ambiente. Além disso, ele nos mostrou as dificuldades do projeto, como a obtenção de recursos financeiros, já que o terceiro setor depende de pessoas que acreditam no que fazem e defendem uma ideologia, muitas vezes nem recebendo por isso.

Joana Peloia - 2º ano do Colégio Bandeirantes
Maria Alice Dias - 2º ano de Direito na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

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