Curso sobre Dimens√Ķes Humanas da Gest√£o de Vida Silvestre

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Os problemas que a conserva√ß√£o da vida silvestre se prop√Ķe a resolver n√£o s√£o, em √ļltima an√°lise, problemas com os animais, as plantas ou seus habitats, mas sim problemas com as pessoas. A resolu√ß√£o dos problemas, portanto, vai al√©m do escopo das ci√™ncias biol√≥gicas e deve levar em conta tamb√©m o que as pessoas envolvidas ‚Äď os grupos de interesse - pensam e fazem.

Foi a partir dessa premissa que Silvio Marchini, doutor em conserva√ß√£o pela Universidade de Oxford e diretor da Escola da Amaz√īnia, desenvolveu o curso ‚ÄúDimens√Ķes Humanas da Gest√£o de Vida Silvestre‚ÄĚ, ministrado na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queir√≥z, da Universidade de S√£o Paulo (ESALQ/USP) em Piracicaba, entre os dias 22 e 24 de maio de 2013.

O curso abordou os caminhos para se incorporar √† gest√£o de vida silvestre as chamadas Dimens√Ķes Humanas; uma abordagem que aplica as ci√™ncias sociais - economia, sociologia, psicologia, educa√ß√£o e comunica√ß√£o - para identificar, entender, envolver e influenciar os grupos de interesse, visando o maior benef√≠cio poss√≠vel tanto para a vida silvestre quanto para as pr√≥prias pessoas. O curso teve a dura√ß√£o de tr√™s dias e foi dividido em tr√™s blocos: bases conceituais, metodologia de pesquisa, e aplica√ß√Ķes.

Primeiro do gênero no Brasil e aberto para estudantes de pós-graduação e profissionais das áreas relacionadas à conservação e ao manejo da vida silvestre, o curso contou com 34 participantes selecionados vindos de diferentes cidades de São Paulo, além de Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul e Brasília.

O curso foi uma realização do Grupo de Estudo e Pesquisa em Ecologia e Impactos Ambientais (GEPEIA/ESALQ/USP), do Departamento de Ciêncais Florestais e do Plano Diretor Socioambiental Participativo do Campus Luiz de Queiroz, ambos da ESALQ, e da Superintendência de Gestão Ambiental da USP, e teve apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) por meio do Centro Nacional de Conservação de Carnívoros Terrestres (CENAP), do Instituto Pró Carnívoros e do Sisbiota.

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